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2026-01-27T10:07:25.083Z
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Um destino gravado no cosmos, uma jornada épica rumo ao coração da Via Láctea.
O Herdeiro das Estrelas
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Erko Bridee sempre sentiu um chamado vindo das estrelas. Não era apenas o anseio romântico de um astrônomo amador, mas um latejar profundo, quase ancestral, em seus ossos. Ele passava as noites observando a Via Láctea do alto de seu observatório caseiro — um galpão caindo aos pedaços que ele apelidara carinhosamente de “O Leme”. Em uma noite límpida, enquanto uma chuva de meteoros pintava riscos na tela de nanquim do céu, uma luz diferente pulsou na escuridão distante — ela não estava caindo, estava chegando.

A nave pousou sem emitir um sussurro: uma lágrima de obsidiana polida aninhada em seu quintal tomado pelo mato. Ela faiscava com uma luminescência interna impossível. Uma única e elegante escotilha deslizou, revelando um interior feito de luz estelar turbulenta e símbolos complexos e desconhecidos. Cautelosamente, Erko se aproximou.

Ao cruzar o limiar, um zumbido suave o envolveu. Os símbolos nas paredes pulsaram, condensando-se em uma projeção holográfica cintilante. Uma voz serena e etérea, sem origem ou gênero definido, ressoou diretamente em sua mente: “Bem-vindo, Capitão Designado Erko Bridee. Você foi reconhecido.”

Erko, atônito, mal conseguiu gaguejar: “Reconhecido? Pelo quê?”

“Por sua linhagem, seu ímpeto inato e sua capacidade de exploração”, respondeu a voz, em um tom inabalável. “Esta embarcação, a Errante da Poeira Estelar, é uma relíquia de uma civilização de Nível 9, adormecida por milênios à espera de seu piloto pretendido. Seus marcadores genéticos alinham-se aos protocolos antigos.”

Ele olhou ao redor da ponte de comando, uma sinfonia de tecnologia avançada que desafiava a compreensão humana. Os controles não eram botões ou alavancas, mas condutos cristalinos que respondiam aos seus pensamentos. “Uma civilização de Nível 9?”, sussurrou ele, com a mente girando. Tal civilização era teórica, capaz de manipular o espaço-tempo e até galáxias inteiras.

“De fato”, afirmou a voz. “Nossa missão, iniciada há éons, era viajar até o âmago da Via Láctea para testemunhar as energias primordiais que governam nossa galáxia. Agora, o momento é chegado. E você, Erko Bridee, é quem irá completá-la.”

Ele respirou fundo, com a mão repousando instintivamente sobre um console liso e frio. “Então, vamos lá”, declarou ele, sua voz ganhando força. “Para o centro da galáxia.”

A Errante da Poeira Estelar vibrou, um rugido baixo e poderoso que ecoou por todo o ser de Erko. O quintal desapareceu em um borrão enquanto a nave ascendia, perfurando a atmosfera com uma graça silenciosa. Erko, o capitão inesperado, não estava mais apenas olhando para as estrelas; ele estava entre elas, destinado ao seu coração incandescente.

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Erko Bridee sempre sentiu um chamado vindo das estrelas. Não era apenas o anseio romântico de um astrônomo amador, mas um latejar profundo, quase ancestral, em seus ossos. Ele passava as noites observando a Via Láctea do alto de seu observatório caseiro — um galpão caindo aos pedaços que ele apelidara carinhosamente de “O Leme”. Em uma noite límpida, enquanto uma chuva de meteoros pintava riscos na tela de nanquim do céu, uma luz diferente pulsou na escuridão distante — ela não estava caindo, estava chegando.

A nave pousou sem emitir um sussurro: uma lágrima de obsidiana polida aninhada em seu quintal tomado pelo mato. Ela faiscava com uma luminescência interna impossível. Uma única e elegante escotilha deslizou, revelando um interior feito de luz estelar turbulenta e símbolos complexos e desconhecidos. Cautelosamente, Erko se aproximou.

Ao cruzar o limiar, um zumbido suave o envolveu. Os símbolos nas paredes pulsaram, condensando-se em uma projeção holográfica cintilante. Uma voz serena e etérea, sem origem ou gênero definido, ressoou diretamente em sua mente: “Bem-vindo, Capitão Designado Erko Bridee. Você foi reconhecido.”

Erko, atônito, mal conseguiu gaguejar: “Reconhecido? Pelo quê?”

“Por sua linhagem, seu ímpeto inato e sua capacidade de exploração”, respondeu a voz, em um tom inabalável. “Esta embarcação, a Errante da Poeira Estelar, é uma relíquia de uma civilização de Nível 9, adormecida por milênios à espera de seu piloto pretendido. Seus marcadores genéticos alinham-se aos protocolos antigos.”

Ele olhou ao redor da ponte de comando, uma sinfonia de tecnologia avançada que desafiava a compreensão humana. Os controles não eram botões ou alavancas, mas condutos cristalinos que respondiam aos seus pensamentos. “Uma civilização de Nível 9?”, sussurrou ele, com a mente girando. Tal civilização era teórica, capaz de manipular o espaço-tempo e até galáxias inteiras.

“De fato”, afirmou a voz. “Nossa missão, iniciada há éons, era viajar até o âmago da Via Láctea para testemunhar as energias primordiais que governam nossa galáxia. Agora, o momento é chegado. E você, Erko Bridee, é quem irá completá-la.”

Ele respirou fundo, com a mão repousando instintivamente sobre um console liso e frio. “Então, vamos lá”, declarou ele, sua voz ganhando força. “Para o centro da galáxia.”

A Errante da Poeira Estelar vibrou, um rugido baixo e poderoso que ecoou por todo o ser de Erko. O quintal desapareceu em um borrão enquanto a nave ascendia, perfurando a atmosfera com uma graça silenciosa. Erko, o capitão inesperado, não estava mais apenas olhando para as estrelas; ele estava entre elas, destinado ao seu coração incandescente.

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Erko Bridee sempre sentiu um chamado vindo das estrelas. Não era apenas o anseio romântico de um astrônomo amador, mas um latejar profundo, quase ancestral, em seus ossos. Ele passava as noites observando a Via Láctea do alto de seu observatório caseiro — um galpão caindo aos pedaços que ele apelidara carinhosamente de “O Leme”. Em uma noite límpida, enquanto uma chuva de meteoros pintava riscos na tela de nanquim do céu, uma luz diferente pulsou na escuridão distante — ela não estava caindo, estava chegando.

A nave pousou sem emitir um sussurro: uma lágrima de obsidiana polida aninhada em seu quintal tomado pelo mato. Ela faiscava com uma luminescência interna impossível. Uma única e elegante escotilha deslizou, revelando um interior feito de luz estelar turbulenta e símbolos complexos e desconhecidos. Cautelosamente, Erko se aproximou.

Ao cruzar o limiar, um zumbido suave o envolveu. Os símbolos nas paredes pulsaram, condensando-se em uma projeção holográfica cintilante. Uma voz serena e etérea, sem origem ou gênero definido, ressoou diretamente em sua mente: “Bem-vindo, Capitão Designado Erko Bridee. Você foi reconhecido.”

Erko, atônito, mal conseguiu gaguejar: “Reconhecido? Pelo quê?”

“Por sua linhagem, seu ímpeto inato e sua capacidade de exploração”, respondeu a voz, em um tom inabalável. “Esta embarcação, a Errante da Poeira Estelar, é uma relíquia de uma civilização de Nível 9, adormecida por milênios à espera de seu piloto pretendido. Seus marcadores genéticos alinham-se aos protocolos antigos.”

Ele olhou ao redor da ponte de comando, uma sinfonia de tecnologia avançada que desafiava a compreensão humana. Os controles não eram botões ou alavancas, mas condutos cristalinos que respondiam aos seus pensamentos. “Uma civilização de Nível 9?”, sussurrou ele, com a mente girando. Tal civilização era teórica, capaz de manipular o espaço-tempo e até galáxias inteiras.

“De fato”, afirmou a voz. “Nossa missão, iniciada há éons, era viajar até o âmago da Via Láctea para testemunhar as energias primordiais que governam nossa galáxia. Agora, o momento é chegado. E você, Erko Bridee, é quem irá completá-la.”

Ele respirou fundo, com a mão repousando instintivamente sobre um console liso e frio. “Então, vamos lá”, declarou ele, sua voz ganhando força. “Para o centro da galáxia.”

A Errante da Poeira Estelar vibrou, um rugido baixo e poderoso que ecoou por todo o ser de Erko. O quintal desapareceu em um borrão enquanto a nave ascendia, perfurando a atmosfera com uma graça silenciosa. Erko, o capitão inesperado, não estava mais apenas olhando para as estrelas; ele estava entre elas, destinado ao seu coração incandescente.